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Mensagens

fim-de-semana feriado

tempo de ouvir a chuva cair lá fora
" A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também." Miguel Esteves Cardoso Marília
Este é o Zé. Já se falou tanto dele aqui, e costuma ser sempre por esta altura do ano, que decidi apresentá-lo a vocês. Foi ele que esteve doente e a quem toda a gente mandou beijinhos de "melhoras" e de "boas melhoras". É ele que agora já está bom. Ainda bem. Cá está o Zé Moacho, ou "muxaxo", como diz Angel, el padre de María:)
as manhãs de terça e quinta-feira eram assim:) um dia destes mostro-vos aqui uma fotografias das minhas manhãs agora beijinhos aos amigos tenho saudades de amigos

aqui estou

em cascais, a fazer tempo para a observação de um menino daqui a pouco, às duas. perdi-me nos blogs que conheço e não conheço. voltei ao pedro ribeiro e aos links que tem por lá. descobri que a cunhada de uma amiga minha trabalha no sítio onde estou a estagiar. está um dia lindo de sol e vê-se a serra de sintra ao fundo. talvez não seja verdade, mas de manhã, quando chego, sinto sempre o vento com o frio que vem desde lá de cima e traz o cheiro de todas as árvores que fazem as montanhas da serra. hoje lembrei-me do zé porque a mafalda conta que ele dizia que "cada homem devia ter a sua montanha". eu tenho este bocadinho, sempre que chego talvez faça a estrada mais bonita que conheço no regresso e casa.

os dias

não resisti e acabei de ler um livo agora. não era para ter continuado tanto tempo, amanhã levanto-me às sete e são quase duas a manhã agora, mas a história ficou emocionante e não consegui parar, entretanto fiquei sem sono. o triste é que há um bom que morre no fim. e pronto, a situação é ridícula por haver "um bom que morre no fim"...os homens dirão "mulheres!"...algumas mulheres que conheço dirão "bolas, valha-me deus que não é caso para tanto", mas sei que por exemplo a Maggie me ía compreender nisto! esta semana vai ter aí uma notícia importante e espero que tudo corra pelo melhor. sempre que digo esta frase lembro-me de uma menina, no alto dos seus 6/7 anos que dizia acerca da vida "fachamos os olhos com força e esperamos que tudo corra pelo melhor!". estou assim estes dias. precisava de uma imagem feliz antes de me entregar ao sono e fui buscar esta. há tanta felicidade nesta fotografia! às vezes gostava de escrever muito bem e poder dizer...

adoro

adoro chegar a casa depois de um concerto e sentir-me cheia. adoro entrar no quarto e encontrar canetas de feltro no chão, folhas, desenhos das minhas sobrinhas que cá estiveram. a verdade é que fico com o coração um bocadinho apertado também, por não ter estado, porque todos os momentos do mudno vividos assim ainda são poucos, ainda de menos. a M. fez-me um desenho, é o primeiro desenho dela que recebo de uma pessoa. (está a crescer tanto!) já percebe que o corpo tem braços e pernas, e uma cabeça, e no meio um tronco. deixaram-me estes presentes maravilhosos em cima da mesa. adoro as folhas a4 com os vossos traços quando chego a casa . hoje foi dia de música, amanhã de sobrinhos. e mesmo que os instantes todos sejam poucos, " quando eu morrer volto a buscar o instantes que não vivi junto ao mar". quero sempre mais tempo convosoco, de música também.

fui e vim

fui e vim a braga. não ao sítio do costume, a uma festa surpresa, numa casa perto de um sítio onde passo tantas vezes sempre que lá vou "a cima". braga é como aqueles sotãos de casa antiga para mim. desta vez funcionou como uma nova sala de estar, pequenina, com uma janela de luz grande cá para fora. especial. ainda tive tempo de dar um beijinho a prima Vera que também fazia anos e lá fomos nós num polo pela A1 e depois pela A3, em jeito de tamanho de folha de papel, até os 300 e tal km se reduzirem a nada. acreditem, era mesmo meia noite quando acendemos as velas à porta do prédio, meia noite e pouco quando chegámos lá a cima, ao segundo esquerdo, com as velas já derretidas por cima do bolo e a cair para o lado. e foi aí que ela chorou, mas essa era a nossa única certeza. jantar tardio, ainda bem que lá em cima se faz sempre muita comida, e todos os bolos de aniverário, filmes e fotografias " para mais tarde recordar, ....turu!". depois dormi, que o cansaço era mui...

=)

Na embalagem de sabonete Dove :"INDICAÇÕES: UTILIZAR COMO SABONETE NORMAL"(Boa! Cabe a cada um imaginar para que serve um sabonete anormal) Em alguns pacotes de refeições congeladas Iglo :"SUGESTÃO DE APRESENTAÇÃO: DESCONGELAR PRIMEIRO" (É só sugestão! De repente o pessoal pode estar afim de lambê-la,como se fosse um gelado...) Num hotel que oferecia touca para o duche :"VÁLIDO PARA UMA CABEÇA" (Alguém muito romântico poderia colocar a sua e a da amada na mesma touca...) Na sobremesa Tiramisú da marca Tesco , impresso no lado de baixo da caixa:"NÃO INVERTER A EMBALAGEM (Oops!!! leu o aviso...é porque já inverteu!) No pudim do Mini Preço: "ATENÇÃO: O PUDIM ESTARÁ QUENTE DEPOIS DE AQUECIDO" (Brilhante!!) Na embalagem da tábua de passar Rowenta :"NÃO ENGOMAR A ROUPA SOBRE O CORPO" (Gostaria de conhecer a infeliz criatura que deu origem a este aviso) Num medicamento (pediátrico) contra o catarro infantil, da Boots:"...
amanhã às 23.30 no casino todos os anos é a mesma coisa. no fim do verão, início de outono, lá vem o casino. acontece-me desde 2001, acho eu, mas nesse ano foi em novembro e tinha acabado de entrar na faculdade. o que quer dizer que este ano volto no meu último ano de curso, e para o ano...?o casino marca sempre um ano diferente. amanhã é "coisa boa" mesmo.

outono

há uma parte assim neste meu outono. muitas cores quentes, um ano já de cores quentes, dois anos desde uma data que considero uma vitória e um dia feliz, um novo começo. dois aniversários e mais ainda não sei. aconteceu uma coisa especial e de tão especial nem sei como a contar. o P. é um menino de oito anos com o ar mais querido do mundo ( partilha esta categoria com o T., a Bu e a Pimpas) e maroto, com um cheiro de criança mesmo, que gosta de cócegas na barriga, música, pão às 10: 30 e bolachas sempre que pode. despedimo-nos dele durante as "ferias grandes" para o rencontrarmos agora, com a magia de setembro. e se dúvidas na magia houvesse, desfaçam-nas, porque o Pedro começou a falar há três semanas atrás. começou e segue no caminho da comunicação com os outros agora. estou tão feliz por ele, por ser ele, pela voz que tem. há tantas pessoas com voz e tanto silêncio no que dizem, e ele veio do mundo do silêncio para aprender a dizer "sou eu". só me faz...

norte

tenho saudades de rumar a norte. Verão é muito sinónimo de sul para mim, quando chega o outono fico a precisar de mudar de direcção. a norte. de trocar de roupa, comprar materiais para o trabalho, descortinar histórias antigas dos meninos que me chegam, segurar-lhes o nome nas mãos até poderem ser eles a levarem-no no peito. fico com outro fome, de sopa e coisas quentes, de chá, e os "caxinhos" são quentes e não frios. apetece-me outra música, mas ontem a pipa sugeriu-me reagge! a pipa é assim, inesperada! gosto muito dela. e depois apetece-me um café no majestic e combinar com o vasco uma tarde para pôr a conversa em dia. mostrar-te a cidade, ver-te à beira douro com a luz do pôr-do-sol na cara, enrolado num casaco quente e com as mãos encolhidas dentro da parte final das mangas. apresentar-te o vasco e ver-te a não conseguir parar de rir, porque com ele é impossível, especialmente quando canta. apetecem-me os croissants das taipas e aquela coisa de se dormir até se acordar,...

coisas que se dizem #5

" acho que vivemos muito pouco tempo para não sermos se não amadores" Maria José Vidigal li o blog de uma amiga minha há pouco, e encontrei-a desiludida. também tenho andado assim no fundo, nomeadamente no que toca à falta de lealdade para com as pessoas. ou se é amigo ou não se é e ponto final. esta é sempre uma questão se ser ou não ser, onde não cabem "talvez" nem "depende". e o facto de ser, afinal, uma equação simples, não quer dizer que não seja difícil- como é. hoje gostava que os meus amigos, as pessoas que tenho à minha volta, me dissessem simplesmente se são amigos ou não. prefiro um "não" dessses do que um "sim" que s taduz numa maneira de estar que não e a verdadeira e deixa, por isso mesmo, de ser a melhor. hoje gostava de uma coisa simples assim. sim ou não.
Hello shimano!

Mwetsi

não te esqueças que há o caminho de ida e as tardes em que fomos juntos crianças o tempo não nos roubou de nós nem de ti ( fotografia de Rui Bonito)
a Amélia tinha um espaço grande na janela do coração. tinha o ar bonito de quem gosta muito de crianças, e todas elas, assim que chegavam à escola, se agarravam a ela e diziam " bom dia Amélia!". a Amélia tinha um grande sorriso, sabia onde estava a mala de cada menino e menina, conhecia os irmãos, mesmo os mais novos acabados de nascer que ainda não andavam na escola. a minha sobrinha gostava muito dela, muito, a minha irmã também. eu também. não a via todos os dias, mas quando ía lá buscar a "minha criança", era ela que abria a porta. a sorrir. acho que nunca a vi com a bata que todas as outras funcionárias usavam, mas todos sabiam que ela era dali porque tinha o ar de pertença. de quem faz parte. sorria muito no dias das famílias, em que o recreio ainda ficava mais cheio. conseguia que todas as crianças se portassem bem com ela, denunciando a inutilidade dos castigos e a maldade da falta de paciência. gostava de ir à escola e ver a Amélia. tinha uma ternura nos ...

dúvidas

Doubt thou the stars are fire, Doubt the sun doth move, Doubt truth to be a liar but never doubt thy love. William Shakespeare

a escola

costumava ficar a olhar para a escola da janela da minha Tia São, ali no Bairro de São Miguel, com os meninos todos a fazer a pequena rampa que os levava para "lá", o lado que eu não via de mesmo que me empoleirasse e cerrasse os olhos. conseguia ver um ou outro menino lá dentro, no recreio, mas era sempre num rasgão, num movimento que desaparecia logo a seguir. os primeiros dias de escola do ano eram mais movimentados. os pais levavam os filhos pela mão e ficavam, como eu, empoleirados a espreitar lá para dentro. havia crianças que choravam, não largavam o colo da mãe, e todas olhavam em volta sem saber quais daqueles meninos todos iríam ser os seus colegas de turma. era assim que passava o tempo em setembro, enquanto a minha avó, tia e amigas conversavam numa mesa da sala com brasas ao meio, onde se aqueciam os pés no inverno e escondia coisas minhas. um lápis encontrado no chão, uma carica, um afia, todos atirados por entre a grelha das brasas. claro que isto era no verão,...
apetecia-me